A luta por um mundo mais justo para as mulheres não termina com o mês de março

O “Mês da Mulher” está se encerrando. E com ele, muitas vezes, se encerra também o debate.

As homenagens diminuem, os discursos sobre equidade somem dos feeds e a pauta, que deveria ser permanente, volta para a gaveta — como se o dia 8 de março fosse suficiente para resolver séculos de desigualdade.

Por isso, quero fechar esse mês com uma reflexão que vai além do calendário.

Recentemente, a jornalista Izabella Camargo, uma referência que admiro profundamente, compartilhou um vídeo em que menciona uma fala minha sobre igualdade de gênero.

Foi uma honra ouvir, da voz dela, que esse tema precisa continuar vivo. Que o respeito e a valorização das mulheres começam, de fato, em nós.

Segue abaixo o vídeo dela com a minha fala:


“Igualdade de gênero começa na divisão correta das tarefas dentro de casa. Não é sobre ajudar. É sobre fazer 50% do que é seu. Vocês são dois, dividiram essa brincadeira, né?””

Hoje, quero reforçar meu compromisso com essa luta. Lembrando que essa fala não é um “presente” de março; é uma responsabilidade de todos os dias.

Na CoPai | Coalizão Licença Paternidade , lutamos para mudar estruturas — começando pela licença-paternidade, que é uma peça-chave para libertar as mulheres da sobrecarga e permitir que os homens assumam seu papel.

Março pode acabar. Mas a luta não.

Porque a desigualdade não tira férias.

A sobrecarga não termina no dia 31.

O preconceito não some quando o feed volta ao “normal”.

Falar sobre igualdade de gênero não pode ser uma ação pontual, atrelada a uma data, ou uma pauta que só “entra na agenda” quando convém. Ou é compromisso diário, ou é oportunismo.

O que precisamos fazer?

Dentro de casa, dividir tarefas de forma justa, não “ajudar”.

No trabalho, revisar processos, promover mais mulheres, pagar salários iguais e construir um ambiente onde elas se sintam respeitadas e pertencentes — todos os dias.

Na liderança, educar, escutar, corrigir e agir com intencionalidade.

Não adianta metas de diversidade sem atitudes de inclusão.

E mais importante: não terceirize essa responsabilidade. A mudança não começa no outro. Começa em você, começa em mim, começa nas pequenas decisões de todos os dias.

Se você quer que abril, maio, junho… sejam diferentes, faça diferente.

Porque respeitar, valorizar e lutar por igualdade é uma ação contínua.

E aí? O que você vai fazer depois que março terminar?

De um líder que segue engajado nesta causa o ano inteiro,

Thiago Coelho